MAPA – EMBRIOLOGIA E HISTOLOGIA – 51_2026

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A demora entre a percepção dos sintomas e o desfecho final de doenças degenerativas é um problema
relevante que vem sendo analisado há muitos anos em diversos países do mundo.
Estudos recentes determinaram que o tempo médio para se concluir um diagnóstico de uma doença
degenerativa é de 10 a 15 semanas. Isso faz com que muitas vezes o paciente seja exposto a tratamentos
desnecessários, e que podem até piorar o quadro da doença.
Por isso, exames histológicos se fazem extremamente necessários. Através da análise da morfologia das
células, é possível definir um diagnóstico e um tratamento mais preciso, levando a uma melhora na
qualidade de vida do paciente.
Nossa atividade MAPA retrata um caso clínico, cuja prevalência da doença estudada é de 4 a 6/100.000
pessoas: João, de 55 anos, relatou o início de fraqueza no pé direito, que progrediu ao longo do membro inferior e se estendeu para o lado esquerdo. Essa fraqueza estava associada a cãibras frequentes e se desenvolveu gradualmente. Além disso, ele mencionou uma perda de peso significativa devido à dificuldade de deglutição. Procurou atendimento médico devido à dispneia que ocorria mesmo com esforços mínimos nos últimos meses. No exame físicoS foi observada fraqueza muscular com sinais de atrofia muscular distal em membros superiores e inferiores, presença de espasmos musculares, porém sensibilidade preservada.
Com base na história clínica, houve suspeita de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), cujo diagnóstico foi
posteriormente confirmado por meio de eletroneuromiografia (ENMG). Exames de ressonância magnética
das colunas cervical e torácica revelaram uma extensa lesão sugerindo degeneração de neurônios
motores, com sinais de denervação em várias regiões musculares. O paciente progrediu para uma
condição de plegia nos membros inferiores e tornou-se incapaz de deglutir, necessitando de uma
gastrostomia endoscópica. Ele recebeu acompanhamento de uma equipe multiprofissional, mas acabou
requerendo ventilação mecânica e, infelizmente, veio a óbito após alguns meses de internação.
Fonte: adaptado de: PEZZI, L. A. H. et al. Anatomia clínica baseada em problemas. São Paulo: Grupo GEN,
2011.
Agora observe as imagens a seguir, lâminas histológicas coradas em Hematoxilina e Eosina (HE), da medula espinal de um paciente normal (sem a doença – A) e um paciente com ELA (B). Aqui é importante observar que as duas imagens apresentam o mesmo aumento ao microscópio óptico.

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